Repensar a remuneração de sócios em sociedades de advogados
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Porque é que os modelos de remuneração de sócios se desalinham da forma como as sociedades criam valor — e como é uma revisão estruturada.
A maioria dos modelos de remuneração de sócios foi desenhada para a sociedade que existia, não para a que existe. Um modelo criado quando três fundadores partilhavam tudo em partes iguais raramente sobrevive numa sociedade com várias áreas de prática, margens distintas e sócios que entraram com expectativas diferentes.
Os sintomas antecedem o diagnóstico
As sociedades raramente começam por dizer "o nosso modelo está errado". Descrevem sintomas: dificuldade em recrutar equipas, um sócio que se sente desvalorizado, disputas sobre a origem dos clientes ou a sensação de que a conversa anual se tornou política em vez de analítica.
O que contém uma revisão estruturada
- Um retrato quantificado do que cada sócio recebe hoje e com que fundamento
- A economia de cada área de prática, separada do desempenho individual
- Compromissos de longo prazo — reforma, pensões, direitos diferidos — devidamente avaliados
- Dois ou três modelos alternativos coerentes, cada um com custo apurado
- Um caminho de transição, porque nenhuma sociedade adota um novo modelo de um dia para o outro
O trabalho técnico é necessário mas não suficiente. Um modelo de remuneração de sócios só funciona se a sociedade o compreender e aceitar, razão pela qual a modelação deve ser suficientemente transparente para que cada sócio reproduza a lógica aplicada à sua própria situação.



